Gran Torino

É o penúltimo filme do realizador, actor e produtor americano Clint Eastwood e protagonizado pelo mesmo (à semelhança de As Pontes de Madison County ou Million Dollar Baby). Os seus trabalhos fascinam-me pela forma como ilustra uma realidade crua, dramática e credível nos seus filmes e como transforma temáticas aparentemente simples e quotidianas em autênticas peças de arte, quase poéticas.

A história do filme centra-se em Walter Kowalski, um idoso de origem polaca e americana, recém enviuvado, afastado da família e que trás da guerra da Coreia recordações traumáticas e uma xenofobia extrema (especialmente em relação aos seus vizinhos asiáticos). A sua xenofobia é de tal modo extrema, que não se inibe de criticar o seu filho por este ter um carro de uma marca estrangeira.

Porém, a sua visão acerca da vida e daqueles que são de raças diferentes muda quando trava conhecimento com o mais jovem dos seus vizinhos do lado, Thao, um jovem Hmong (etnia do Laos), quando este lhe tenta roubar um dos seus maiores motivos de orgulho: um magnífico Ford Gran Torino de 1972. Por incrível que pareça, esse seria o inicio de uma forte relação de afeição entre o idoso e os seus vizinhos.

Se gostarem de um bom filme de acção, recheado de explosões e efeitos especiais... esqueçam este filme. Se procuram por uma obra-prima, então recomendo vivamente.

PS. O último filme do realizador americano dá pelo nome de Invictus (chegou recentemente ao cinema) e é baseado na vida de Nélson Mandela e no Apartheid, tendo como foco o Mundial de Rugby de 1995. A não perder, também.

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